Como diria a música do Gabriel, o Pensador “querem proibir, querem liberar” mas aqui a polêmica ainda não chegou até Congresso, e consultando cá meus botões tenho medo quando o assunto chegar lá. Enfim, já deu pra notar que autor do blog é contra a legalização da maconha.É contraditório comparar o Brasil com a Holanda somente pelo prisma de que lá a “especiaria” pode ser vendida livremente em cafés; não que comparações sejam erradas, pelo contrário são bastante úteis, e, inclusive, essas comparações devem ser ampliadas.
Vamos comparar os sistemas de saúde desses dois países, será que o sistema brasileiro está preparado para atender os novos viciados que podem surgir com a liberação? Pense na Cracolândia em São Paulo e tire suas próprias conclusões, afinal, a maconha pode ser a porta de entrada para que o usuário passe para outras drogas, entre elas o devastador crack.
E o que falar, então, dos índices econômicos, lembre-se que para comprar um “baseado” é preciso ter dinheiro, e aí como fica? Apesar do crescimento econômico vale lembrar que o desemprego é uma realidade dolorida para milhares de brasileiros, o que pode gerar uma combinação perigosa entre droga e desemprego.
E os índices de violência, o que falar? Na Holanda, por exemplo, a situação de tão boa é até ironizada, como fez o jornalista Marcos Gutterman, ao noticiar em 2009 em seu blog, no site do Estadão, que a Holanda estava com um “problemão”, o país iria fechar 8 prisões uma vez que os índices de criminalidade não paravam de cair, e os juízes trocavam pena de prisão por trabalhos comunitários. Já no Brasil: violência em alta, cadeias super lotadas, situação que os noticiários policiais retratam todo dia.
Por fim, que tal comparar, os efeitos para o sossego da sociedade? No Brasil, só a combinação álcool e direção já faz estragos imensos, imagine com a maconha. Até na Holanda, com baixa criminalidade, o governo já estuda algumas medidas para manter a ordem, uma delas é proibir que turistas comprem a droga, como retrata a matéria da agência Reuters, de novembro de 2010, publicada na Folha de São Paulo - Um trecho da reportagem diz que: "O cerne do problema são o crime e os distúrbios envolvendo o comércio. Temos que voltar ao propósito inicial: uso local para aqueles que gostam disso", disse o ministro Ivo Opstelten. "Não é atração turística." [sic]
É fácil concluir que se até na Holanda, lembrada como exemplo por intelectuais de peso como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o consumo gera problemas, imagine esses problemas traduzidos para a complexidade da realidade social brasileira. Reflita e mande seu ponto de vista, o blog está aberto ao debate.
Links das matérias citadas no texto
